Uma bicicleta simples vai fazer você andar no plano sem nenhum problema. Mas quando seu caminho fica mais complicado ou você quer ter mais velocidade em percursos lisos, sua bicicleta precisa evoluir e passar a contar com marchas.

Além de oferecer mais conforto, elas vão deixar seus passeios mais tranquilos e agradáveis. Isso porque a ação das marchas é diretamente no seu pedalar, que ou vai amolecer ou vai endurecer. Quem vai definir isso são as suas necessidades.

O funcionamento é simples. Na região do pedal existem 2 ou 3 coroas, e na roda de trás diferentes peões. Quando você lê que uma bicicleta tem 21 ou 24 marchas, isso na verdade é a possibilidade de combinações das coroas com os peões.

Ou seja, uma bicicleta de 21 marchas é a combinação de 3 coroas com 7 peões (3x7= 21), enquanto a de 24 será uma com 8 peões. Quem vai fazer essa combinação é a corrente, e cada regulagem vai lhe oferecer um tipo de pedalada.

Não necessariamente você precisa ter uma com o máximo de marchas, inclusive a maioria das pessoas usa poucas. Vai depender do seu condicionamento e da sua utilização da bicicleta.

Os trocadores de marchas

É claro que com tantas marchas para o seu passeio, volta e meia você terá que passar as marchas para ter o melhor da sua bicicleta. E para essa ação, existem três opções de passadores: o thumbshift, o gripshift e o rapidfire.

O thumbshift é um modelo muito comum encontrado nas bicicletas mais baratas. Nele, uma alavanca é presa no guidon, virada para cima, e a passagem de marchas é feita utilizando o dedão. De um lado do guidon se tem o da coroa e do outro o dos peões. É o sistema mais lento e um pouco difícil de regular.

Já o gripshift é como um acelerador de moto. No próprio guidon fica uma espécie de anel que, ao ser girado para cima ou para baixo, troca a marcha. Ele é leve, troca rapidamente e, por não ter nenhum tipo de alavanca, tem menos chances de quebrar no caso de uma queda.

Por fim, o rapidfire é o sistema mais popular por ser o mais anatômico. Ele é composto por duas alavancas colocadas debaixo do guidon, sendo uma para aumentar e outra para reduzir a marcha.

O diferencial é que uma fica no dedão e outra no indicador, possibilitando que você possa trocar de marcha sem precisar tirar ou soltar um pouco a sua mão do guidon. Ele é o mais confortável e você não corre muito o risco de passar marchas acidentalmente.

Fique atento na troca de marchas!

Na hora da troca das marchas, tenha em mente que cada tipo de coroa tem uma função primordial. A coroa do meio é a mais versátil, podendo ser utilizada em qualquer situação. Já a coroa maior é para descidas ou velocidade e a menor é para subidas fortes.

É importante evitar cruzar as correntes. Ou seja, não engate coroa maior na frente com relação maior atrás, ou coroa menor na frente com relação menor atrás.

Curtir uma bicicleta de marchas é estimulante, um ótimo exercício e até mesmo uma ajuda nas ladeiras mais difíceis. Aproveite!

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